Cia de Teatro FACES OCULTAS

Teatro é arte e é arma; hoje, na luta pela nossa sobrevivência cultural, o teatro é a arma que preserva nossa identidade. Augusto Boal

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Teatro é arte e é arma; hoje, na luta pela nossa sobrevivência cultural, o teatro é a arma que preserva nossa identidade. Augusto Boal
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Terra Blog

30.05.08

O FACES VII

categorias: Artes Cênicas
A peça começa em uma floresta, em que as árvores conversam entre si. Esse foi o aspecto da montagem que realmente envolveu as crianças. A partir daí, a atenção era absolutamente nossa. Em nossa montagem não tinha apenas uma fada, tinham duas: uma aprendiz e uma orientadora, para dar a relação da criança com o adulto. Essa fada aprendiz, ao ir estudar magia para as provas da Confederação das Fadas na floresta, por inexperiência, encanta uma das árvores. E é ai que começa a trama. Em seguida, aparece Gepeto, que busca um "pedaço de madeira" para fazer um boneco. Com isso, conseguimos trazer um pouco de ecologia e desmatamento, porque Gepeto deixa claro que não quer cortar uma árvore, e sim está procurando um pedaço de madeira. Em razão da magia, a árvore encantada fica solta de seu lugar, e Gepeto vê aí sua oportunidade e leva a madeira para casa. A aprendiz que já travou conhecimento com o Grilo, corre atráz de Gepeto para consertar o que fez. Quando chega lá, o boneco está construído, porém com vida por causa da magia. Como ela não pode devolver a árvore daquele jeito, nem tirar a vida do boneco porque essa vida é da árvore, ela não vê outra solução, senão transformá-lo em menino. Nesse interím, a Fada Orientadora aparece várias vezes para orientar a aprendiz, ensinado-a a trazer o amor para tudo o que faz atraveś de uma marca pessoal. Nosso intuíto com isso era mostrar para a criança que ela pode ter prazer nas obrigações colocando em seus afazeres sua personalidade, seu jeito de realizar as tarefas. Além do Gato, da Raposa e do Dono do Teatro de Bonecos, incorporamos à história dois meninos que desviam Pinóquio da escola, demonstrando assim que as crianças precisam ter cuidado com os "amigos". Inserimos um duende na floresta que mudava o dia para a noite e vice-versa, que acabou nos surpreendendo com sua função, pois a cada troca do tempo, o duende criava uma espectativa gigantesca nas crianças. Por fim, tinhamos um peça infantil com 1 hora e 15 minutos, e que segurava as crianças até o fim. Foi uma experiência fantástica, pois quando íamos apresentar, os responsáveis do espaço ficavam admirados ao ver que as crianças ficavam quietas, em silêncio e atentas durante todo esse tempo.
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